Ministério Público move ação contra Rede TV! pelo caso Eloá
Emissora transmitiu uma entrevista ao vivo com Lindemberg enquanto ele mantinha a ex-namorada refém
Solange Spigliatti, do estadao.com.br
SÃO PAULO - O Ministério Público Federal de São Paulo entrou com uma ação nesta segunda-feira, 1º, contra a Rede TV! por uma entrevista feita com a adolescente Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, e Lindemberg Alves, de 22 anos, e quer uma indenização de R$ 1,5 milhão para a sociedade por utilizar imagem da menor sem autorização judicial e transformar em espetáculo midiático o seqüestro da jovem. Eloá acabou assassinada pelo ex-namorado. Questionada, a emissora afirmou que ainda não foi informada da ação, mas que considera o ato uma "forma velada de censura".
A ação civil pública é por danos morais coletivos de R$ 1,5 milhão, equivalente a 1% do faturamento bruto anual da emissora, ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos. Durante o seqüestro, a emissora entrevistou a refém e o seqüestrador. A emissora também afirmou que assim que for notificada da ação vai se manifestar. No entanto, declarou que sempre vai defendar "a liberdade de expressão e o não cerceamento do jornalismo de informar os telespectadores".
Em entrevista ao estadao.com.br, a procuradora Adriana Fernandes, autora do pedido, afirmou que a liberdade de expressão não é absoluta e que, neste caso, deveria ter sido respeitado o fato de uma menor estar envolvida. "Na entrevista a repórter se colocou como intermediadora, colocando em risco de vida a menor e outras pessoas envolvidas na ação", disse.
O programa A Tarde é Sua, com apresentação de Sônia Abrão, exibiu duas entrevistas, uma ao vivo e outra gravada, com Eloá e Lindemberg, interferindo na atividade policial em curso e colocando a vida da adolescente e dos envolvidos na operação em risco, segundo MPF.
A procuradora também afirmou que, a partir do pedido, cabe ao poder Judiciário decidir se houve ou não abuso. Além disso, Adriana pediu à União a intimação de representantes da emissora, já que os serviços de rádio e televisão são concessões públicas.
Forma velada de censura? Não, não é velada. A Rede TV! está sendo explicitadamente censurada por ter feito algo extremamente indevido e desrespeitoso, tanto para com os "entrevistados", quanto para a família dos envolvidos e os telespectadores. A censura, aqui, atinge um outro nível. Paremos de remeter aos tempos da ditadura, como se só tivéssemos passado e nunca presente nem futuro. Não somos deuses. Às vezes precisamos, sim, de alguém que nos puxe pela gola da camisa.
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
domingo, 31 de agosto de 2008
Estadão, monitoramento e clipping
Estado de S. Paulo terá nova central de monitoramento de notícias alheias
* Por Eva Menezes, no Knight Center for Journalism in the Americas
O Estado de São Paulo terá uma central de monitoramento multimídia de notícias, funcionando 24 horas na redação, informou o Comunique-se. Vinte e um jornalistas farão o monitoramento das principais notícias pela internet, rádio e TV e produzirão outras notícias, a partir delas, para publicar nos meios de comunicação do grupo.
Ricardo Gandour, diretor de redação do jornal, acrescentou que a nova central de notícias continurá um trabalho que O Estado de S.Paulo já faz, que é o de integrar a redação do jornal impresso e a do portal Estadão.
Um espaço assumido para olhar o que os outros estão fazendo. Vamos esperar que a produção de notícias a partir dos outros sites seja creditada. Já vi a Agência Estado publicar uma notícia do iBahia.com quase igual, só tirando umas três palavras. E quem postou ainda assinou. Pena que não tenho link aqui pra mostrar, isso aconteceu há meses e não há histórico.
* Por Eva Menezes, no Knight Center for Journalism in the Americas
O Estado de São Paulo terá uma central de monitoramento multimídia de notícias, funcionando 24 horas na redação, informou o Comunique-se. Vinte e um jornalistas farão o monitoramento das principais notícias pela internet, rádio e TV e produzirão outras notícias, a partir delas, para publicar nos meios de comunicação do grupo.
Ricardo Gandour, diretor de redação do jornal, acrescentou que a nova central de notícias continurá um trabalho que O Estado de S.Paulo já faz, que é o de integrar a redação do jornal impresso e a do portal Estadão.
Um espaço assumido para olhar o que os outros estão fazendo. Vamos esperar que a produção de notícias a partir dos outros sites seja creditada. Já vi a Agência Estado publicar uma notícia do iBahia.com quase igual, só tirando umas três palavras. E quem postou ainda assinou. Pena que não tenho link aqui pra mostrar, isso aconteceu há meses e não há histórico.
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