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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Um toque de realidade

O jornalismo já não é uma carreira atraente para os jovens
*Por Paul Alonso, no Knight Center for Journalism in the Americas

A matrícula na carreira de Comunicações caiu 30% nas universidades de Buenos Aires, Rosario e La Plata nos últimos quatro anos, informou o Crítica Digital. Enquanto Cristina Kirchner se indispõe com a imprensa a todo o momento, a profissão já não atrai tantas pessoas.

Professores e estudantes acreditam que a baixa se deve às dificuldades de se encontrar um caminho no mercado de trabalho, ao desencanto com a profissão, à ausência de paradigmas no jornalismo ou à falta de credibilidade, acrescenta a nota.

Não podia haver verdade maior para ler estes dias.

domingo, 31 de agosto de 2008

Estadão, monitoramento e clipping

Estado de S. Paulo terá nova central de monitoramento de notícias alheias
* Por Eva Menezes, no Knight Center for Journalism in the Americas

O Estado de São Paulo terá uma central de monitoramento multimídia de notícias, funcionando 24 horas na redação, informou o Comunique-se. Vinte e um jornalistas farão o monitoramento das principais notícias pela internet, rádio e TV e produzirão outras notícias, a partir delas, para publicar nos meios de comunicação do grupo.

Ricardo Gandour, diretor de redação do jornal, acrescentou que a nova central de notícias continurá um trabalho que O Estado de S.Paulo já faz, que é o de integrar a redação do jornal impresso e a do portal Estadão.

Um espaço assumido para olhar o que os outros estão fazendo. Vamos esperar que a produção de notícias a partir dos outros sites seja creditada. Já vi a Agência Estado publicar uma notícia do iBahia.com quase igual, só tirando umas três palavras. E quem postou ainda assinou. Pena que não tenho link aqui pra mostrar, isso aconteceu há meses e não há histórico.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Mais um tiro

E a metralhadora giratória da Igreja Universal do Reino de Deus continua puxando o gatilho para toda a imprensa brasileira. Estadão, A Tarde, Folha de S. Paulo, o tiroteio continua -- e tem mais um jornalista na mira.

Igreja Universal quer indenização de colunista da Folha
* Por Marcelo Soares, no Knight Center for Journalism in the Americas

A Igreja Universal do Reino de Deus processou o jornalista Fernando de Barros e Silva, editor de política e colunista do jornal Folha de S.Paulo, por um artigo em que ele comentava as propriedades da igreja, informa a Folha.

A coluna de Fernando Barros comentava o enriquecimento da igreja, conforme descrito por reportagem de Elvira Lobato. Para a igreja, o comentário buscava "desnaturar os propósitos institucionais" da entidade.

O texto foi publicado dois dias depois da reportagem de Elvira Lobato, que já recebeu 89 ações de indenização movidas por fiéis da igreja. Todas as ações julgadas até agora foram derrubadas pelo fato de a reportagem não fazer juízo sobre os fiéis da igreja. A Universal não processou o jornal com sua própria personalidade jurídica pela reportagem de Elvira.

Veja aqui a nota da Folha de S. Paulo na íntegra.

Eles também metem a língua na imprensa

A cobertura do Caso Isabella teve sua função social, mas deixou muitos descontentes...

Associação de juízes critica privilégio à imprensa na investigação de assassinato de menina
* Por Marcelo Soares, no Knight Center for Journalism in the Americas

A Associação Juízes e Democracia criticou em nota o privilégio dado à imprensa na investigação do assassinato da menina Isabela Nardoni, segundo o Blog do Frederico Vasconcelos. Os acusados pela morte da menina, que foi sufocada e jogada do sexto andar, são o pai e a madrasta. Os dois estão presos e, de acordo com a Folha de S.Paulo, são hostilizados por outros detentos. Ambos afirmam ser inocentes.

A nota da AJD afirma que a defesa dos acusados é prejudicada pela forma como o caso é coberto. "Viu-se que os atos investigatórios davam um tratamento privilegiado para os órgãos da imprensa, que por sua vez construíram a notícia da tragédia, sempre apontando a responsabilidade aos investigados, e divulgando peças da investigação como se tivessem acesso privilegiado às mesmas, ferindo assim os direitos fundamentais dos investigados", diz o texto.

O assassinato da menina, no final de março, causou comoção no Brasil inteiro e um mês e meio depois ainda ocupa boa parte dos telejornais. No final de abril, um levantamento mostrou aumento de 46% na audiência das emissoras de TV com o noticiário sobre o caso. Neste domingo, segundo a Folha, a entrevista exclusiva com a mãe da menina deu ao programa "Fantástico" sua maior audiência do ano.

Clique aqui e confira a nota da ADJ na íntegra.