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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Férias prolongadas

Como você deve ter percebido, o blog andou em hibernação no último mês... pois é, agora ele vai dar uma descansada mesmo. Por atribulações pessoais e de ordem monográfica, este blog vai entrar em um recesso prolongado, retornando em julho. Você deve estar pensando "vai, se você não quer desativa logo este blog de vez", mas não é que eu não o queira, caro e raro leitor. O que eu não quero é fazer mal-feito, pra ficar atualizando mensalmente sem tempo de fazer um post decente... afinal, você merece algo digno de ser lido.

Em julho nos reencontramos, com conteúdos inéditos e, como sempre, de qualidade, sobre as coberturas jornalísticas do país e do mundo. Daqui até lá, convido-o a vasculhar o meu arquivo (vamos lá, não é tão extenso assim) e dar uma olhadinha nos posts antigos pra matar a saudade. Para um pouco de atualidade, visite os endereços que recomendo ao lado.

Ah. Se tudo der certo, em julho eu mudo a minha descrição de "estudante de jornalismo" para "jornalista". ;)

domingo, 12 de outubro de 2008

Um passo

Brasília sedia terceira audiência pública sobre regulamentação da profissão de jornalista
* Do Ministério do Trabalho e Emprego


Foi realizada na manhã do último dia 9, em Brasilia, mais uma audiência do Grupo de Estudos Tripartite criado para discutir a regulamentação da profissão de jornalista. A pedido do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, o Grupo tem percorrido as cinco regiões do país a fim de ouvir as partes envolvidas para que se possa chegar a um acordo sobre a regulamentação, proporcionando, também, um amplo debate entre os representantes do segmento e a sociedade civil.

"A regulamentação precisa ser feita da melhor maneira possivel. A gente torce para que se consiga construir um Projeto de Lei que atenda não apenas a jornalistas, mas toda a sociedade brasileira", disse o presidente do Sindicato dos Jornalistas do DF, Romário Schettino, um dos participantes da mesa de discussão.

O evento contou com profissionais da área e de representantes do Ministério do Trabalho e Emprego, Fenaj e OAB.

Registro - A primeira reunião do Grupo de Estudos aconteceu em Recife, na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Pernambuco, com duas palestras que nortearam as discussões em torno da regulamentação da profissão de jornalistas.
Depois, foi a vez de Porto Alegre sediar a segunda audiência pública, também realizada na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio Grande do Sul. Mais de 50 profisssionais da área marcaram presença no evento.

Grupo - O Grupo de Estudos foi criado com objetivo de propor alterações na legislação em vigor a fim de viabilizar a regulamentação da profissão. Ele foi instituido por meio da portaria nº 342, publicada no Diário Oficial da União (DOU) de 23 de julho de 2008, e dizia que o Grupo de Estudos seria composto por três representantes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), das categorias profissionais e das categorias econômicas (empresas de jornalismo).
No dia 13 de agosto, a a portaria 510/08, do DOU, trouxe publicada os nomes dos representantes encarregados de propor alterações na legislação em vigor.

Para o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, o grupo criado será o "melhor caminho" para chegar a regulamentação da profissão.

Próximas reuniões - Também estão programadas audiências em Belém, Rio de Janeiro e São Paulo até o final do mês.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Será que passa?

Projeto cria conselhos de jornalismo e dispensa graduação
*Por Newton Araújo Jr, da Agência Câmara

Está em análise na Câmara o Projeto de Lei 3981/08, do deputado Celso Russomanno (PP-SP), que cria os conselhos federal e regionais de jornalismo e abre a possibilidade de pessoas sem diploma de jornalismo exercerem a profissão, desde que tenham pós-graduação na área. A proposta exige um exame de ordem para os novos jornalistas obterem o registro, como já acontece com os advogados, por exemplo.

Projetos semelhantes haviam sido redigidos duas vezes por Celso Russomanno, que é apresentador de televisão, repórter e bacharel em Direito. O primeiro foi rejeitado pelo Plenário, em 2004, junto a proposta similar do Poder Executivo. O segundo foi retirado de tramitação pelo próprio autor, em 2005.

De acordo com o texto do PL 3981/08, os conselhos terão a finalidade de "orientar, disciplinar e fiscalizar" o exercício da profissão de jornalista. Eles também deverão lutar pelo direito à livre informação plural e pelo aperfeiçoamento da imprensa.

Forma de escolha - Os integrantes dos conselhos serão eleitos, para mandatos de três anos, pelos jornalistas regularmente inscritos. O primeiro conselho federal será escolhido por uma assembléia constituída por delegados indicados pelos sindicatos da categoria.

Os indicados precisarão estar entre aqueles devidamente habilitados para o exercício da profissão, inscritos nas respectivas entidades e no pleno gozo de seus direitos, com a proporcionalidade de um delegado para cada 500 filiados ao sindicato.

Os integrantes dos primeiros conselhos regionais, que promoverão a instalação definitiva desses, serão designados pelo conselho federal, em caráter provisório, dentre os indicados pelos sindicatos. No prazo de seis meses a partir da sua instalação, o conselho federal deverá editar o regulamento geral e o código de ética e disciplina, por deliberação de pelo menos dois terços das delegações.

Atividades privativas - A proposta acrescenta, à atual lista de atividades privativas de jornalistas, a reportagem fotográfica e a assessoria de imprensa ou de comunicação social em entidades públicas ou privadas. Essa norma, que estava na proposta anterior de Russomanno, é contestada por publicitários e por profissionais de relações públicas que exercem essa atividade de assessoria.

Além disso, o projeto define os direitos dos jornalistas. Entre eles, estão: recusar-se a realizar trabalho que afronte a lei, a ética ou as suas convicções profissionais; ter liberdade de acesso a informações em repartições públicas, autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista; entrar livremente, para colher informações, em qualquer local ou edifício em que funcione repartição pública, inclusive autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista, e salas de sessões dos três Poderes; e dirigir-se às autoridades públicas nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de horário ou audiência previamente marcados.

Tramitação - O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Um toque de realidade

O jornalismo já não é uma carreira atraente para os jovens
*Por Paul Alonso, no Knight Center for Journalism in the Americas

A matrícula na carreira de Comunicações caiu 30% nas universidades de Buenos Aires, Rosario e La Plata nos últimos quatro anos, informou o Crítica Digital. Enquanto Cristina Kirchner se indispõe com a imprensa a todo o momento, a profissão já não atrai tantas pessoas.

Professores e estudantes acreditam que a baixa se deve às dificuldades de se encontrar um caminho no mercado de trabalho, ao desencanto com a profissão, à ausência de paradigmas no jornalismo ou à falta de credibilidade, acrescenta a nota.

Não podia haver verdade maior para ler estes dias.