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sábado, 26 de abril de 2008

Confira na GI: Coluna de abril de 2008

É de se achar estranho porque uma estudante de Jornalismo que se propõe a analisar coberturas jornalísticas não tenha falado até agora do fenômeno (em todos os sentidos, inclusive o epistemológico, do termo) Caso Isabella. Minha preferência foi analisar o caso durante todo o mês para formar uma opinião mais globalizada e contextualizada, não de momento. O resultado de meu olhar está na Grande Imprensa, na edição de abril da Coluna Metalíngua na Imprensa. Confira um trecho:

"O que parecia ser mais uma menina morta – se bem que a morte de uma criança, por si só, não é qualquer coisa – se tornou um caso de comoção nacional. Ninguém sabe muito bem quando isso começou, ou o porquê; só se sabe que, desde aquele dia 29, não houve um telejornal, boletim de rádio, site ou jornal impresso que não falasse da morte da menina. Mesmo que fosse pra dizer que não há novidade alguma.

O caso também serviu para exibir uma população bárbara, sedenta de sangue, metida a justiceira e que adora uma câmera. Para aparecer e para colocar para fora os seus demônios, centenas de pessoas se deslocaram de suas casas para a delegacia onde estavam presos Alexandre e Ana Carolina Jatobá e gritavam “assassinos! Monstros! Covardes! Justiça!”. Ao mesmo tempo, jogavam objetos contra o carro onde estavam os dois, empurravam o veículo para lhes ameaçar a integridade física, lhes desejavam a morte. Bárbaros como o(s) assassino(s) da menina, mas só muda a proporção. Houve quem pegasse dois ônibus e um metrô – ou seja, cruzar São Paulo – só para assistir à movimentação da delegacia. Lamentável, mas os jornais adoraram: são os entrevistados perfeitos para falar sobre o caso e causar mais comoção, não?"

Confira a coluna na íntegra aqui.

domingo, 30 de março de 2008

Confira na GI: coluna de março de 2008

Já está no ar desde a sexta-feira 28 a edição de março da Coluna Metalíngua na Imprensa. Neste número, você confere um comentário sobre a recente polêmica entre a Rede Globo e a Record. Há poucas semanas, no dia 12 de março, uma cena da novela Duas Caras em que personagens evangélicos lincham três moradores da favela da Portelinha inflamou o humor de Edir Macedo, bispo da Igreja Universal e dono do Rede Record de Comunicação. Ele respondeu através de uma "reportagem" no Domingo Espetacular do domingo seguinte, acusando a emissora de preconceito contra a doutrina. Confira um trecho da coluna, que foi ao ar no espaço Colunistas da Grande Imprensa.

"Quem vê a mensagem (neste caso, a cena do linchamento) emitida por algo ou alguém, a interpreta de acordo com sua subjetividade. E seus interesses. E foi para preservar seus interesses pessoais e corporativos de defender seu credo e atacar a concorrência, que Edir Macedo viu o que lhe cabia. A novela é preconceituosa e coloca os evangélicos como fanáticos e ponto final. Uma cena falou a eles mais do que uma novela inteira, e isso lhes bastou para o ataque. Mas eles não viram o personagem Ezequiel, que passa todos os dias na novela. Também evangélico, ele é um homem de bom caráter, solidário, que ora por todos e é contra o mal. "

Confira aqui a coluna na íntegra